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O instalador atende cinco empresas. Nenhuma delas deveria ver o serviço das outras

Quem presta serviço para várias integradoras vive um problema que ninguém desenhou de propósito: o acesso ou é amplo demais, ou obriga a mandar tudo por mensagem.


Quem trabalha como prestador de serviço no setor solar dificilmente atende uma empresa só. Atende três, cinco, às vezes mais — cada uma com seus clientes, suas usinas e seu jeito de repassar ordem de serviço.

E aí aparece um problema que ninguém criou de propósito e que todo mundo conhece: como você recebe o trabalho de cada uma sem virar funcionário de nenhuma?

As duas saídas ruins, e por que as duas são ruins

Saída 1: virar usuário do sistema da empresa. Funciona, e cria dois efeitos colaterais. Você passa a enxergar mais do que precisa — carteira de clientes, valores, dados de gente que não tem nada a ver com o seu serviço. E a empresa passa a ter um usuário a mais para gerenciar, muitas vezes pagando por isso.

Nenhum dos dois lados quer isso. A empresa não quer expor a carteira dela a um prestador que também atende o concorrente. E você não quer a responsabilidade de ter acesso a dado que não é seu.

Saída 2: tudo por mensagem. É o que acontece na maioria dos casos. A empresa manda o endereço e o que fazer no WhatsApp, você executa, manda foto de volta.

Funciona no dia. Não funciona no mês, quando é hora de conferir o que foi feito, nem no ano, quando alguém pergunta se aquele serviço específico foi executado.

O custo específico para quem presta o serviço

A conversa sobre isso costuma ser feita da perspectiva da empresa. Vale fazer da sua:

  • você monta o próprio controle do que fez para quem, porque nenhuma das cinco te dá isso pronto
  • a cobrança depende de você provar o que executou, e a prova está espalhada em cinco conversas
  • cada empresa tem um jeito diferente de pedir e de aceitar o serviço, e você guarda todos na cabeça
  • quando a nota fiscal é exigida, você precisa amarrar a nota ao serviço — e o serviço mora numa mensagem

Isso é trabalho administrativo não remunerado, e ele cresce com o número de clientes que você atende. Ou seja: quanto melhor vai o seu negócio, pior fica.

Como deveria funcionar

O desenho correto é simples de descrever e raro de encontrar: acesso por atribuição, não por pertencimento.

Você não é usuário da empresa. Você é prestador, e recebe acesso às ordens que foram atribuídas a você — com o endereço, o que precisa ser feito, o que anexar e onde registrar a nota. Vê o que é seu, e só isso.

A consequência é a parte que interessa a quem atende várias: o mesmo prestador pode trabalhar para empresas diferentes na mesma plataforma sem enxergar dado de nenhuma delas. Não é configuração de tela — é como o acesso é concedido.

O que você pode pedir hoje

Mesmo antes de qualquer mudança de sistema, três combinados melhoram muito a sua vida:

  • ordem de serviço escrita, com endereço e escopo, não só recado de voz
  • um lugar combinado para o retorno — se for o grupo, que seja sempre o mesmo grupo, com o identificador da ordem no texto
  • aceite registrado: quem aprovou o serviço e quando. É isso que sustenta a sua cobrança

Nada disso exige software. Exige só que o combinado seja o mesmo todo mês — e é justamente a falta disso que faz cinco clientes bons virarem cinco controles diferentes na sua cabeça.

Erik Guilherme

CEO da Erlis Tecnologia

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